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domingo, 27 de agosto de 2023

Clube de Desbravadores Raios do Sol

 

Clube de Desbravadores

Raios do Sol


AP – Raios do Sol – 01/01/1972 – 2º Região

 

 

O Clube de Desbravadores Raios do Sol, pertencente a Igreja Adventista do Sétimo Dia do Bairro Jardim Miriam, em São Paulo - SP, foi fundado em 01 de Janeiro de 1972. Pertencem a 2º Região da Associação Paulistana. Os primeiros Diretores foram João Carlos de Freitas, João Sampaio, Ivone Pallone e Daise Pallone. Na fundação o Clube tinha o nome de Clube de Desbravadores Lírios do Vale.

 


Ivone Pallone

 

O Clube de Desbravadores Raios do Sol, desde sua fundação tem participado de muitos acampamentos e camporis. Sempre foi um Clube de Desbravadores bem organizado. Sempre com o uniforme em perfeita ordem. Sua foto certa vez foi levada para a Austrália, para servir de exemplo de organização.

O clube teve em certa época uma Fanfarra com um conjunto de instrumentos. Pena que poucas fotos foram guardadas desses momentos e os pioneiros que passaram pelo clube foram se mudando para cidades distantes e tudo se perdeu.

Desde sua fundação vários diretores passaram pelo Clube, porém poucos relatórios restaram, porque houve um incêndio na sala dos Desbravadores e os dados foram queimados.





sábado, 3 de setembro de 2022

Clube de Desbravadores Raios do Sol

 

Clube de Desbravadores

"Raios do Sol"





O Clube de Desbravadores Raios do Sol da Igreja Adventista Central de Aracaju – Sergipe, foi fundado em 14 de Junho de 1975, pelo Pastor Graciliano Martins dos Santos Filho.

Graciliano Martins era um adolescente meio desanimado com a igreja, ele desejava muito ingressar na força Aérea Brasileira, mas ao perceber sua fragilidade espiritual, o seu pai não permitiu. Depois ele optou fazer o curso de oficiais do exército e outra vez seu pai impediu.

Pouco tempo depois, a igreja central o escolheu com outros quatro jovens para fazer o curso de líder de desbravadores, isso em agosto de 1974, promovido pelo departamental JA da missão Bahia Sergipe, Pr. Amin Américo Rodor. No entanto, como os desbravadores ainda não eram conhecidos em Sergipe, quando Graciliano foi notificado de que devia fazer o tal curso, não aceitou! Porém, o seu pai interveio outra vez e agora o obrigou a ir para Alagoinhas fazer o curso que ele nunca desejou. Seu pai argumentou "que as coisas de Deus não podem ser rejeitadas". Por que, na opinião dele, se a igreja o escolheu ele tinha que ir. E desse modo foi chateado e contra sua vontade fazer o curso de líderes na Bahia, ministrado por um professor da rede da Educação Adventista de Minas Gerais, conhecido pelo sobrenome, "Villa Nova".

No entanto, as rotinas do curso, marcadas sempre por horários rígidos, uso de uniforme, acordar e despertar por uma corneta, além de ter que pagar continência, entre outras atividades, lembrou muito o regime militar que ele tanto queria e que seu pai não tinha permitido. E por essa razão que ele gostou da ideia e apesar de ter sido único que estava ali forçado, foi o único que voltou com muitos planos e decidido fundar o primeiro clube de desbravadores em Sergipe.

Inicialmente, Contávamos com 11 componentes, mas enfrentamos muitas oposições da parte de alguns pais e logo o clube foi reduzido a cinco desbravadores contando com ele. Ele teve muitos problemas para manter a disciplina, porque também era um adolescente. Uma irmã complicou mais ainda quando fez um sermão e pregou contra a criação do clube. Porque, para ela, ele " estava trazendo o mundo para dentro da igreja " e apelou aos líderes da igreja que fizesse alguma coisa para interromper o processo pronto.

Entretanto, isso despertou em mim o interesse pela leitura do manual da igreja, onde vi que o clube era legal e o diretor até devia ser membro da comissão. Agora eu tinha voz e voto nas decisões da igreja e com isso podia defender a mim e ao clube.

Entretanto, em meio as turbulências sem trégua, terminamos 1974 sem a certeza de que o clube teria continuidade. Fizemos o primeiro passeio em um domingo no final do ano e começamos 1975 anunciando o primeiro acampamento do clube, previsto para o mês de março. E o acampamento ocorreu em uma propriedade de um irmãos da igreja, na cidade de Itaporanga D`Ajuda. Sendo que para o evento, usamos barracas emprestadas do Exército, enquanto os utensílios da cozinha porém prestados pelas mães dos desbravadores. Nem todos tinham uniforme, mas tínhamos 4 unidades a saber: duas masculinas, " leões " e "tigres"; e duas femininas, "Arco Íris" e "Cruzeiro do Sul"

Depois disso o meu pai resolveu equipar o clube definitivamente. Comprou meu uniforme e todo material necessário para o clube: as primeiras sete barracas, as ferramentas de camping, utensílios de cozinha, cornetas, facões, entre outros implementos. Em meio a tantas resistências por parte de membros da igreja, pode contar com apoio incondicional dele, que era o primeiro diácono, contava com muito respeito dos irmãos e era o meu amigo. Uma vez até comentou com minha mãe que " gostava tanto de me ver envolvido com a igreja, que se necessário fosse, gastaria com clube tudo o que ele possuía, até o seu último centavo ". Então, ele comprou tudo que precisava para equipar o clube.

No entanto, o nosso clube não tinha um nome e ainda não tinha sido inaugurado! Mas na ocasião, estava recente a perda de um dos nossos irmãos da igreja central. Era um homem muito cristão, capitão do exército que servia no 28 BC e ocupava a função de primeiro ancião da nossa igreja. O capitão Cerqueira, como era conhecido, foi vítima de um acidente de trânsito ao colidir com caminhão que vinha em sentido contrário ao seu. A igreja toda estava comovido com a tragédia que aconteceu quando levava seus filhos para estudar no ENA. E foi neste contexto que o grupo escolheu o nome dele para o nosso clube, a saber: " Clube de desbravadores capitão Atalino Cerqueira "

Finalmente, no dia 14 de junho de 1975, às 16h30, na IASD Central de Aracaju, R. Lagarto, 1228, Inauguramos o primeiro clube de desbravadores de Sergipe, contava com 25 desbravadores e um escoteiro representante do grupo de escoteiros do mar, que foi convidado para o evento. E este fato foi publicado na edição de outubro de 1975 da Revista Adventista, página 17. Sendo que esta data só foi escolhida porque é o dia do aniversário de Graciliano e sempre viu o clube como presente de Deus para minha vida!

Notem. No mês de abril de 1975 descobrimos que tinha que pregar no Dia Mundial do Desbravadores. E como nunca tinha pregado antes o meu pai comprou meu primeiro terno e eu fui preparar o meu primeiro sermão. Foi muito difícil para mim, mas amei, pois ali começou a minha história ministerial: em 1978 foi cursar teologia no ENA, Onde fui também professor e diretor. Depois fui pastor de vários Distritos no Rio de Janeiro, psicólogo clínico no Hospital Adventista Silvestre, Ministerial e Evangelista da União Sudeste, Diretor da Faculdade Adventista de Minas Gerais e hoje sou professor de Oratória e Homilética do Curso de Teologia do IAENE. Porém, ao ensinar para os futuros pastores, lembro-me que a minha primeira lição foi prática e Cidadão na igreja central de Aracaju.

Casei com uma desbravadora do mesmo clube, hoje professora Adail usa Alves Santos e dessa história nasceram dois filhos, Amarillys (Advogada) e Alessandro (Engenheiro).


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